Masala – Dança Temperada
Daiane Ribeiro é um dos temperos do Grupo Masala, que desde 98 estuda danças egípicias, orientais e primitivos.
Recentemente conhecemos e nos apaixonamos pelo calor temperado da dança e o magnetismo que se inala pelos sentidos humanos.
Dança Tribal é o nome desta Masala, rica em temperos étnicos e de movimentos apimentados que traz um sabor todo especial a nossa Vida!
Daiane fala mais sobre seu trabalho e divulgamos a próxima apresentação do grupo, que Valquiria do Sitio TerraZen, faz parte e tempera nossa Vida!
“Não é à toa que escolhemos o nome Masala.
Primeiro, por que tem tudo a ver com a diversidade, a mistura de propostas que resulta nesta dança tão reformulada e ao mesmo tempo original.

A dança tribal, como o próprio nome diz, pode ser conceituada corretamemente como sendo qualquer dança de origem folclórica, étnica, regional ou primitiva de qualquer local do planeta. O termo foi divulgado como uma dança mais específica a partir das bailarinas de danças orientais, inicialmente por uma americana chamada Jamila Salimpour, por volta dos anos 60. É um estilo construído a partir da dança do ventre, mas com uma roupagem mais globalizada, misturando movimentos e expressões da India, África, tribos urbanas góticas, rappers… Apesar de usar materiais cênicos simples e figurinos rústicos, sucateados, ao invés de fugir do exagero glamouroso da lantejoula, transforma, reinventa uma imagem tão sofisticada e até mesmo mais trabalhada quanto. A maior diferença além da imagem inicial, é a intenção, o apuro da técnica e a valorização do grupo. Sem falar na possibilidade de romper o eterno vínculo da dança do ventre com o propósito único da sensualidade gratuita, a dança tribal valoriza corpo e expressão de mentes com idéias inquietas, picardia e questionamentos, bailarinas não conformadas com uma via de mão única para sua expressão num mundo tão intenso.
Dança tribal é uma Monalisa pintada sob os pincéis de Dalí. Mas não impede que Frida Kahlo seja retratada por Boguereau. O tempo não é fixo, presente e passado se misturam numa forma mais real e sublime. A música também sugere essa proposta: do fundo do baú, o velho vinil em cd, com chiado de propósito e arranjos underground com sussurros eletrônicos. Mas a marcação tem que ser forte, tem que chamar os velhos fantasmas para a rave e acordar as crianças para assistir Tim burton…”
Imperdível!!
PRÓXIMA APRESENTAÇÃO:
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