Finados ?! Tradição dos Vivos!

O DIA DOS MORTOS


Buda em Flor

O  dia dos Mortos é um dos cultos que esteve presente em quase todas as religiões, em especial nas mais antigas. A princípio era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Para os mais antigos, os mortos eram como sementes, e por isso eram enterrados com vistas à ressurreição.
O binômio: morte-fertilidade, explica a primitiva celebração de Finados com banquetes perto dos túmulos. Essa associação levou o homem primitivo a implorar a proteção dos mortos para as colheitas e plantações. Na antiguidade greco-romana, o culto das almas (manes) era celebrado com o cerimonial da vegetação. Hipócrates, baseado na mesma crença, afirmou que os espíritos dos defuntos “fazem germinar e crescer as sementes”. Os hindus comemoram os mortos em plena fase da colheita, como a festa principal do período.

buda de bronze

Diferentes culturas têm diferentes maneiras de lidar com o corpo do morto e os costumes variam quanto ao sepultamento. Algumas das diferentes maneiras de preservar o corpo incluem o congelamento, a desidratação, a dissecação e a mumificação. Alguns povos enterram seus mortos enquanto outros os cremam. Alguns lançam os corpos ao mar, outros os deixam a céu aberto.

A MORTE CRISTÃ
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa, mas o dia de Finados só  foi oficialmente instituído pela Igreja Católica no século X e denominado, na liturgia, omnium fidelium defunctorum (”de todos os fiéis defuntos”). Com o passar do tempo, a comemoração ultrapassou seu exclusivo aspecto religioso, para revelar uma feição emotiva: a saudade de quem perdeu entes queridos. Hoje se celebra este dia dizendo: “saudades sim! tristeza não!”

A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, 1º de novembro. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Os católicos crêem que o testemunho de vida daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Para tanto, eles acendem velas no Dia de Finados, buscando celebrar e perpetuar a luz do falecido.

Várias religiões acreditam que ao morrermos, seremos julgados em relação à forma como conduzimos nossas vidas. A religião popular da China acredita que após a morte, compareceremos diante do Rei Yama, que nos julgará. Os cristãos acreditam que ao morrermos, estaremos diante de Deus, que decidirá se seremos bem recebidos no céu ou condenados ao inferno. Os budistas também acreditam no julgamento após a morte. A diferença é que não seremos julgados pelo Buda, pelos bodhisattvas ou pelo Rei Yama, mas por nosso carma. O conjunto de carma positivo e negativo de nossas ações passadas vai determinar em que reino de existência nós renasceremos e as condições nas quais iremos renascer. Nos ensinamentos budistas, apreendemos que nossa felicidade ou miséria não são controladas pelas divindades, mas estão em nossas próprias mãos.

A MORTE ZEN

Chuang-tzu, um antigo e famoso filósofo chinês, foi alguém que não se sentiu preso aos costumes sociais. Quando estava morrendo, seus discípulos se juntaram ao seu redor para discutir sobre os arranjos do seu funeral. Chuang-tzu, que acompanhava a discussão, riu e disse: “O céu e a terra são meu caixão, o sol e a lua são meus tesouros, as estrelas são minhas pedras preciosas. Isso já não é suficiente? Existe alguma coisa mais grandiosa?”

Os discípulos estavam descrentes e responderam: “Nós não podemos fazer isso. Se deixarmos seu corpo para fora os corvos e as águias virão bicá-lo. É melhor usarmos um caixão adequado”.

Chuang-tzu riu e disse: “Que diferença faz? Se vocês deixarem meu corpo para fora os corvos e as águias virão bicá-lo. Se enterrarem meu corpo num caixão, as formigas e as larvas vão se alimentar da minha carne. Por que vocês roubam dos corvos para alimentar as formigas? Por que são tão injustos?”

Morte xamânica

A MORTE XAMÂNICA

Como sombras, nós nos movemos…

Nossos são os instantes de silêncio.
O espaço entre os segundos
são os nossos momentos.
Na solidão, encontramos refúgio,
um pouco de paz e tranqüilidade…
Uma fuga das amarras da realidade.
Solitários somos, por opção ou não…
Ao nos isolarmos nos aproximamos daqueles que,

como nós, buscam as respostas

nos caminhos secretos e antigos.
Ao cair da noite, nós nos reunimos
atendendo ao chamado silencioso

da Dama Prateada.
Ouça…

Você pode ouvir?
O som vem de todos os lugares…
Dos bosques e das montanhas,
das cachoeiras e dos mares,
dos becos e prédios da cidade,
os Espíritos da Terra te convocam.
Ouça…

Você pode ouvir?
São as vozes do passado…
Trazendo de volta o conhecimento
Perdido na memória do tempo
E reatando os antigos laços
do Homem com a Natureza.
Ouça…

Você pode ouvir?

Sim, você pode ouvir…

À TODOS ANCESTRAIS,
SIMPLESMENTE
GRATIDÃO!

Fontes:

http://hsingyun.dharmanet.com.br/morremos.htm

http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diafinados.html

http://www.benitopepe.com.br/2009/11/01/origem-do-dia-dos-mortos-dia-de-finados-2-de-novembro/

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SHEN TANG – CENTRO DE TERAPIAS INTEGRADAS, ESTUDOS E MEDITAÇÃO

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