Se existe um fato que a maioria de nós tem em comum, este é o estresse.

O estresse nos afeta em todos os níveis, debilitando nossa saúde, o contato com nós mesmos e com os outros, nossa produtividade no trabalho e outros aspectos da nossa vida.
O estresse também torna uma barreira o ato de nos voltarmos para dentro. O que é “voltar-se pra dentro” e porque eu precisaria disto?

Olhar pra dentro, ou meditar, nos possibilita:
- - “recarregar nossas baterias”, toda vez que precisamos;
- - experimentar um relaxamento e um estado de silêncio consciente, em que ambos nos nutrem e nos conectam com quem realmente somos;
- - desperta qualidades que estão adormecidas em nós;
- - coloca em ação todo nosso potencial criativo.
Parece compreensível que diante de tanto estresse e movimentos diários, ficar quieto e em silêncio seja o caminho. Mas sentar em silêncio por 20 minutos, com os olhos fechados e ainda prestar atenção ao incessante fluxo de pensamentos, sentimentos e desconfortos corporais, é impossível.
Na verdade a tentativa em relaxar, cria mais tensão, uma luta contra nós mesmos e com isto emerge um sentimento de que “meditação talvez funcione para os outros mas não para mim”. Você já pensou ou falou assim?
A boa nova é: o problema está no método e não com você. E a boa nova ainda melhor é: as técnicas de meditações ativas transformam nossos desconfortos e as tensões físicas e emocionais em estado de graça corporal e consciência mental.
Seu corpo está desconfortável e tenso?
Permita que ele se mova, dissolvendo tensões nervosas através, por exemplo, de uma respiração energética, da dança espontânea e de movimentos inesperados.
Sua a mente é como um tráfego constante?
Deixe que ela tagarele por si mesma para fora, com a técnica “Gibberish” que nos permite expressar e redirecionar toda energia de pensamentos que enchem nossa mente.
Suas emoções estão lhe trazendo dor-de-cabeça, dor de estômago ou insônias?
Libere-as através de movimentos vigorosos, catarses conscientes, risos, choro e tudo o mais.
Sintonize o ponto interno para poder olhar para dentro.
Os métodos caóticos, ou ativos, não são realmente meditações mas o caminho mais simples para nos preparar para meditação. São uma espécie de arado existencial, que remove as ervas daninhas, que sempre aparecem quando queremos ficar em silêncio e relaxados, presentes e alertas, e prepara o solo para o bom plantio.

Meditação não é algo para ser feito uma ou duas vezes por dia, depois de atividades corriqueiras ou em momentos especiais. Em verdade, meditação não é algo a ser feito e sim uma qualidade natural de cada um, de relaxamento consciente que podemos acessar em qualquer situação, cozinhando, lavando, dirigindo… É claro que, no começo, precisamos praticar as técnicas por um tempo até que as qualidades de sermos amorosos e presentes se tornem parte de todas atividades e expressões que temos na vida, até que possamos reconhecer nosso direito natural de felicidade e espontaneidade em viver.
Shakyamuni

Comentários